Escrevo com vontade de quem quer desaparecer... Passar-me letra a letra e desaparecer de respiração em respiração, de célula a célula. Ousar transcender as leis da natureza imortal que nos divide, mortais, das nossas condições de sermos quem não queremos ser...
Monday, August 20, 2007
Thursday, August 16, 2007
rio

Não é com o desejo esperançoso que escrevo, para obter uma correspondência imprópria ao conteúdo vazio do que pretendo descrever. Simplesmente me deixo cair na impotência de não saber lidar com tudo o que cá vai, entregando-me à simples vontade de não querer pertencer a este quadro de lembretes e obrigações. Correr num leito fluvial seria a ideia perfeita. Eu tomaria o papel de nascente, queda de àgua e sem que as rochas me impedissem seguiria o meu caminho...
Friday, August 10, 2007
...
O requinte dos sentimentos que me fazem arrepiar exploram a ignorância que habita num ser abandonado de friezas
Tento desenhar com o que sinto mas a tela permanece em branco, deveria estar cheia de riscos e sarrabiscos.
A falta da compreensão toma conta do meu pensamento quando de noite viajo nos teus braços,
a confusão instala-se e a vontade de petrificar-me no tempo é toda os meus sentidos...
Ao tentar encontrar a definição para a indefinição presente
Perco-me no labirinto que o teu corpo representa
Sigo o cheiro que me faz vaguear por um lugar que ainda agora desconheço
No leito em que me deito e sinto, vejo a pele arrepiar-se
Sussuras bem perto do corpo e ouço-te com a alma
Aqueces a fresca brisa nocturna
Alimentas o sonho
E consomes o sentimento que me ensinaste a sentir...
Tento desenhar com o que sinto mas a tela permanece em branco, deveria estar cheia de riscos e sarrabiscos.
A falta da compreensão toma conta do meu pensamento quando de noite viajo nos teus braços,
a confusão instala-se e a vontade de petrificar-me no tempo é toda os meus sentidos...
Ao tentar encontrar a definição para a indefinição presente
Perco-me no labirinto que o teu corpo representa
Sigo o cheiro que me faz vaguear por um lugar que ainda agora desconheço
No leito em que me deito e sinto, vejo a pele arrepiar-se
Sussuras bem perto do corpo e ouço-te com a alma
Aqueces a fresca brisa nocturna
Alimentas o sonho
E consomes o sentimento que me ensinaste a sentir...
Friday, August 03, 2007
Estranho...
Tento viajar nos recantos da memória utopicamente desmaiada e dilacerada neste corpo já gasto. As guerrilhas entre o meu ser e o pensamento que o consome, acentuam a sua separação e abandonam-me solta nos meus devaneios. Lavo a anteface tentanto sem sucesso mostrar a verdadeira máscara que carrego comigo. "Amo-a porque a carrego!" Analogamente sinto a colera consumir-me esta tão pouca alegria, que se me escapa entre os dedos...Conjecturo a minha inevitável fatalidade deixo o corpo pousar na quimera esperançosa, deixo a quezilia partir, tento gualdripar um sorriso perdido no meu olhar e bebo do cálice sapiente a certeza que um dia mergulharemos na mesma dilecção...
